Infraero vai analisar propostas para Congonhas

A Empresa de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) vai responder ponto por ponto o relatório da Câmara Municipal de São Paulo que recomenda a redução de vôos comerciais e de aviões de pequeno porte no Aeroporto de Congonhas, zona sul.Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o documento está sendo analisado pelos técnicos que, após isso, emitirão um parecer. O relatório prevê a diminuição de pousos e decolagens de 228 mil para 100 mil até o fim de 2003 e de 10 milhões de passageiros ao ano para 8 milhões.Inaugurado há 65 anos, quando a área era um grande descampado praticamente sem moradores, o Aeroporto de Congonhas tem uma população flutuante de 40 mil pessoas ao dia, parte de moradores da região que o procuram para utilizar os serviços de correios, livraria, espaço cultural, cafés, lojas de roupas e lanchonete, além do restaurante no primeiro andar.Observar, das janelas do restaurante e do Bar Varanda os aviões pousando e decolando ainda é um programa dos paulistanos, que se concentram no local, de onde é possível enxergar a pista, com a visão dos prédios ao fundo. A Infraero calcula em 10 mil o número de empregos diretos oferecidos pelas empresas aéreas e lojas do aeroporto.A Prefeitura formou um grupo integrado por representantes de várias secretarias, que acompanhou os trabalhos da comissão de vereadores que fez o relatório, com o objetivo de começar a interferir na regulamentação dos aeroportos, atualmente sob responsabilidade da Infraero."Existe um vazio jurídico sobre quem manda nestas áreas, mas o Estatuto da Cidade prevê que o poder local deve ser a primeira instância a ser consultada nestes casos", afirmou o coordenador do grupo, Luís Alexandra Lara.Ligado ao gabinete da prefeita Marta Suplicy, o grupo conta com representantes da Administração Regional do Jabaquara e das secretarias do Governo, Assuntos Jurídicos, Meio Ambiente, Habitação e Planejamento.Entre as propostas em estudo estão a especialização de aeroportos, na qual Congonhas ficaria com helicópteros e aviões de pequeno porte, e a utilização mais intensa de aeroportos como o Campo de Marte, Cumbica e até o aeroporto de Jundiaí, considerado subutilizado.

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