Inglaterra e Brasil fazem acordo de transferência de presos

O subsecretário Parlamentar das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Denis MacShane, e o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Osmar Chofi, assinaram nesta terça-feira, em Brasília, um acordo que permite a transferência de prisioneiros entre os dois países.A iniciativa está condicionada à vontade dos presidiários e ao consentimento dos diretores da instituição penal onde o preso está e daquela para a qual será enviado.?Visitei uma casa de detenção em São Paulo e pude ver que a qualidade de vida oferecida aos prisioneiros não é cinco estrelas, comparada com a Grã-Bretanha. Mas prisões são prisões, e as nossas também são duras. É um acordo humanitário?, disse MacShane.Ele ressaltou que um dos objetivos é permitir aos presos o cumprimento do restante de suas penas mais perto das famílias. MacShane esteve, nesta quarta-feira, no Rio para visitar dois projetos sociais com os quais o governo britânico contribui, em parceria com a ong Viva Rio, nas comunidades do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho, na zona sul.Os britânicos investiram o equivalente a R$ 100 mil no treinamento de policiais militares que atuam no Grupo de Policiamento de Áreas Especiais (GPAE), projeto-piloto de policiamento em morros, e o equivalente a R$ 300 mil no Balcão de Direitos, no qual advogados e estagiários orientam juridicamente os moradores de áreas pobres, conscientizando-os sobre seus direitos.De acordo com o major da PM Antônio Carballo, em um ano e três meses de experiência, o GPAE, com 118 homens, ?reduziu a zero as taxas de homicídio no Cantagalo, Pavão e Pavãozinho?.A vontade do governo do Estado é promover o Grupamento ao status de Batalhão, que terá sede no Complexo da Maré, na zona norte, com efetivo de 500 policiais. O GPAE será então transformado na 1ª Companhia Destacada desse batalhão e, no futuro, deverá estar presente em todos os morros do Rio.Treze mil soldados já foram treinados, informou Carballo. MacShane, que estava acompanhado do embaixador britânico, Roger Bone, do cônsul-geral, Geoff Cowling, e do diretor do Conselho Britânico, Mark Baumfield, caminhou pelo prédio onde funcionam os projetos sociais e posou para fotos com crianças. Ele visitou também instalações do Criança Esperança. No total, os projetos beneficiam mais de três mil menores.

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