JF Diorio/Estadão
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Inhotim adia reabertura e funcionários procuram parentes desaparecidos

Cerca de 41 pessoas que trabalham no instituto têm familiares próximos que morreram ou estão desaparecidos depois do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho

Roberta Jansen e Pedro Rocha, especial para O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2019 | 18h19

SÃO PAULO E RIO - O Instituto Inhotim anunciou nesta quarta-feira, 30, que decidiu adiar a reabertura do espaço, considerado o "maior museu a céu aberto do mundo" e localizado em Brumadinho, Minas Gerais. Até então, estava previsto que as atividades seriam retomadas nesta sexta-feira, 1º, após o local ter sido evacuado na sexta-feira, 25, em decorrência do rompimento da barragem do Córrego do Feijão na sexta-feira, 25.

"A tragédia provocou impactos diretos no Instituto, uma vez que, dos cerca de 600 funcionários que emprega, 80% moram na região. Desses, 41 têm familiares próximos desaparecidos ou com óbito declarado, e os demais procuram por amigos e pessoas conhecidas. O cenário está sendo diariamente avaliado pelo Comitê de Crise formado para entender os impactos do desastre e traçar medidas em conjunto com os órgãos competentes em busca de minimizar danos", informou a nota. "A data de reabertura será comunicada assim que o Instituto avaliar o momento propício para abrir as portas novamente aos visitantes."

"Nunca existiu um risco para Inhotim, mas tivemos um primeiro movimento para garantir a segurança de todos", explicou o diretor-executivo do Instituto Inhotim, Antonio Grassi, em entrevistado ao Estado.

"Um dos eixos mais importantes é o Turismo e a responsabilidade de Inhotim para esse número é grande", acrescentou. O principal acesso para o museu, pela BR 381, está normalizada. Apenas o acesso que passa pela BR 040, que cruza Córrego do Feijão, o menos utilizado para chegar até Inhotim, foi afetado.

Grassi garante que o Instituto está se reunindo para elaborar projetos para trabalhar junto à comunidade de Brumadinho na reconstrução da cidade após a tragédia. "Não só em relação à questão física, mas também às próprias vítimas. Estamos criando um grupo para fazer um trabalho baseado na atuação de alguns organismos nacionais e internacionais em outras tragédias, como a de Mariana."

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