Inoperante mundo novo

Um dia por volta das 22h30 precisei pegar o metrô na Estação Tiradentes. Como meu Bilhete Único não tinha créditos com o valor de uma passagem, tentei recarregá-lo no guichê da Planetek com o cartão de débito do banco, pois não tinha dinheiro vivo suficiente. Nunca houve problemas com esse procedimento. Entretanto, a atendente informou que o sistema está inoperante para essa transação há meses. Como não havia caixas eletrônicos em volta, fui de táxi. Gastei R$ 20 e paguei o taxista com dinheiro que eu tinha em casa. Acho um absurdo essa situação a que os passageiros do Metrô estão submetidos. Consigo pagar com cartão de débito automático quando corto o cabelo no salão do "Seu José", nas compras que faço na quitanda de meu bairro, na padaria, em alguns táxis e até a pizza entregue em casa em um domingo à noite. O entregador tem um terminal móvel. Só não consigo fazer a recarga do Bilhete Único no Metrô. O sistema funcionava bem, o que prova sua viabilidade. JOÃO FRANCISCO RESENDESão PauloO vice-presidente da Rede Pague Express, da Planetek Env.Solution, Marcos Bellizia, explicou que em razão da demora na transação do cartão de débito, a empresa desenvolveu uma nova tecnologia, a TEF, para deixar a recarga mais ágil. Algumas estações já testam o novo sistema. Apesar de o cartão de débito atender 4% dos passageiros, ele gera uma grande fila para os outros 96%. O cartão de débito foi introduzido no Metrô pela empresa, sendo o terceiro metrô do mundo a ter esse serviço. A empresa bancou o custo da instalação.Relato do cotidianoQuinta-feira, 13 de novembro, às 11 horas, saí da região de Santana para ir à Casa Verde. Decidi ir pela Avenida Olavo Fontoura, mas o trânsito estava péssimo desde o acesso pela Avenida Santos-Dumont. Contornei a Praça Campo de Bagatelle para subir a Avenida Santos-Dumont e pegar a Avenida Brás Leme. Trânsito péssimo. Eu tinha horário e, sem nenhuma alternativa, desisti de ir para a vizinha Casa Verde. Isso é uma amostra do que nos aguarda. O trânsito irá inviabilizar o processo econômico da cidade e a saúde mental do cidadão. Defendo a tese de que a questão do trânsito (e os outros problemas de uma megalópole) tem de ser tratada em âmbito federal, como um problema de saúde pública, que atinge milhões de pessoas. É uma bomba-relógio que vai estourar se não houver um planejamento radical e bem estruturado para reverter essa situação.EDUARDO BRITTOSão PauloInforme-se: Segundo o site do Detran/SP, em outubro, a frota de veículos da cidade de São Paulo já era de 6.336.386 para os mais de 10 milhões de habitantes que dividem os 1.525 km² de cidade. Rotina barulhentaMuito oportuna a carta do leitor R.P., do dia 10 de novembro (A quem recorrer?), relatando os problemas do barulho insuportável produzido na porta de um bar na Rua Professor Francisco Emygidio da Fonseca Telles, na Vila Santa Catarina. Os cidadãos estão cansados de reclamar em vão sobre o problema do barulho na cidade. A região de Paraisópolis, entre outras da capital, enfrenta o mesmo calvário. Exigir que o ofendido esteja de prontidão para receber a polícia e as autoridades beira a insanidade, por duas razões: a primeira é que o barulho já é velho conhecido de todos e a segunda é que ninguém quer mostrar a cara para conhecimento dos vingadores de plantão. Enfim, aprendemos a dormir com barulho. FRANCISCO ANTONIO BIANCO NETOSão PauloInforme-se: Denúncias ao Programa de Silêncio Urbano (Psiu), da Prefeitura de São Paulo, podem ser feitas no 156, pelo site da Prefeitura ou em uma das 31 praças de atendimentos das subprefeituras.Foi com grande entusiasmo que li a matéria Crescem queixas por ruído noturno no Caderno Metrópole de domingo (C1). Acho útil complementar as informações sobre o serviço do Psiu. Moro no Jardim Europa há 25 anos e convivo bem com as construções ao meu redor. Mas tenho sido torturada nos últimos dias com a chegada, às 23 horas, de pesados caminhões que trabalham por toda a madrugada. Ora levando a terra de um buraco, que uma enorme escavadeira cava o dia inteiro (futura garagem subterrânea), ora fazendo concreto em plena rua, a noite toda. Liguei para o Psiu e, além de ser mal atendida, fui avisada de que uma viatura seria enviada ao local num prazo de 1 a 30 dias. Será que isso está acontecendo por causa da lei que proíbe os caminhões de circular de dia? ELEONORA ROSSETSão PauloAs cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

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