Inquérito aponta que PCC faturava com gasolina adulterada

A Polícia Civil de Santo André encaminhará até o final desta semana ao Ministério Público um inquérito policial que investiga as finanças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), na região do ABC paulista. Durante as investigações, que começaram após o começo nos ataques ocorridos em maio, no Estado de São Paulo, foi concluído que os principais financiadores do crime organizado eram postos de gasolina que vendiam combustível adulterado.De acordo com o delegado Ítalo Zaccaro Neto, Departamento de Polícia Judiciária da Grande São Paulo (Demacro), a polícia estima que o grupo faturava pelo menos R$ 500 mil por mês, baseado nos valores das notas fiscais de 44 postos de combustíveis de São Paulo, Grande São Paulo e litoral envolvidos no esquema. "Atingimos uma veia importante de ingressos financeiros nesta facção de colarinho branco do PCC", disse Neto.Segundo a polícia, o esquema dos postos de gasolina era comandado pelo integrante da facção Wilson Roberto Cuba, o Rabugento, preso em Presidente Venceslau II. Além de bloquear as contas dos postos, também estão sendo investigadas duas distribuidoras de produtos químicos, que forneceriam solvente para adulterar a gasolina.Das 85 pessoas ouvidas no inquérito, 60 foram indiciadas, entre empresários, funcionários da prefeitura, além de pessoas que serviram como laranjas. Também foram apreendidos R$ 61 mil, 34 veículos, além de seis armas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.