Inquérito investiga 4º acidente com barco em Guanabara

A Capitania dos Portos abriu inquérito administrativo para apurar o acidente com o aerobarco Flexa, da empresa Transtur, ocorrido na manhã desta segunda-feira. O prazo é de 90 dias para concluir a investigação sobre o que ocorreu com o barco, que parou na Baía de Guanabara e deixou 50 à deriva. Na quinta-feira, a capitania deve apresentar à Agência Reguladora de Transportes um relatório sobre as condições das embarcações que transportam passageiros na Baía de Guanabara. A Transtur e a Barcas S.A. podem sofrer punições. Nesta segunda, o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, esteve reunido por duas horas com representantes da capitania e da agência. Em abril do ano passado, o Flexa colidiu com uma chata e 34 pessoas ficaram feridas. A Transtur informou que a manutenção é diária, sob supervisão da capitania. A embarcação saiu de Niterói por volta das 7 horas desta segunda. Quando se aproximava do Rio, o aerobarco sofreu uma pane e ficou à deriva. Houve pânico entre os quase 50 passageiros a bordo, resgatados somente depois de 40 minutos, quando uma patrulha da capitania, responsável pela fiscalização do transporte de passageiros, detectou o problema. Duas lanchas da Marinha os levaram até a Praça XV, no centro do Rio. Recentemente, houve três outros acidentes. Em 26 de março, a barca Visconde de Moraes, da linha Paquetá-Rio, ficou à deriva com cerca de 300 pessoas a bordo. No dia seguinte, a barca Ipanema apresentou problemas e saiu de circulação. No último dia 3, a barca Imbuí, que seguia da Ilha do Governador para o Rio com quase 300 passageiros, teve um princípio de incêndio, 25 minutos depois de iniciada a viagem. Todas as três pertencem à empresa Barcas S.A.

Agencia Estado,

09 Abril 2007 | 19h54

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