Inquérito investiga acusação de pedofilia contra deputado

Promotoria do Pará pediu abertura de inquérito contra o deputado estadual Luiz Afonso Sefer

Carlos Mendes, Agência estado

15 de dezembro de 2008 | 19h44

A Promotoria da Infância e Juventude do Pará pediu a abertura de inquérito policial contra o deputado estadual Luiz Afonso Sefer (DEM) por crime de pedofilia contra uma menina de 13 anos, que veio do interior do Estado para trabalhar na casa dele. O juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude, José Maria Teixeira do Rosário, recebeu e encaminhou ao MP um relatório social do Pró-Paz referente ao depoimento da garota, feito na presença uma parente. Nesse depoimento, datado de 22 de outubro deste ano, ela conta ter sido abusada sexualmente por Sefer desde os 9 anos de idade.   Veja também: Confira a cartilha online da SaferNet Como denunciar a pedofilia e proteger seus filhos na web  A cartilha do governo para prevenção da exploração Todas as notícias sobre pedofilia    A Divisão de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Data) confirmou que já abriu inquérito para apurar o caso. Em nota, o Ministério Público informou que vai aguardar a conclusão das investigações e diligências que serão realizadas durante o inquérito policial para "tomar as devidas providências que o caso requer". O presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), já tomou conhecimento do caso e deve convocar Sefer para depor em Brasília antes do recesso parlamentar.   Em um inflamado pronunciamento da tribuna da Assembléia Legislativa do Pará, no fim do qual recebeu a solidariedade de quase todos os colegas de plenário, Sefer negou tudo, na última segunda, pela manhã, afirmando estar sendo vítima de "linchamento moral" pela imprensa e de estar sofrendo chantagem para não ser denunciado publicamente por um locutor de rádio de Belém. O deputado não disse quem seria o autor da chantagem.   "Essa denúncia contra mim é volátil e inconsistente, não tem nenhum fundamento", rebateu o deputado, observando que a menina tem "problemas psicológicos" e que nunca se ajustou ao convívio familiar. "Não queria estudar e eu fiz tudo por ela, inclusive a matriculei em curso de informática, além de pagar aulas de natação", relatou o deputado. Sefer disse também que a menor tinha a chave da casa e que saía sem dizer para onde. Para ele, a menor foi "induzida por alguém" a denunciá-lo.   A certa altura, chegou a declarar não existir nenhum processo de pedofilia contra ele, apesar do pedido de investigação determinado pelo Ministério Público. E acrescentou: "se existir será por conta de todo este bafafá que estão fazendo".

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