Inquérito sobre morte de comerciante chinês indicia 12 pessoas

O titular da Delegacia de Homicídios, Marcelo Fernandes, entregou hoje à tarde ao Ministério Público estadual o inquérito sobre a morte do comerciante chinês, naturalizado brasileiro, Chang Kim Chang, de 38 anos. De acordo com o delegado, foram indiciadas 12 pessoas: sete agentes penitenciários, o ex-diretor do presídio Ary Franco, major PM, Luiz Gustavo Matias, e quatro presos. Desses, dez foram indiciados por torturar o comerciante e o ex-diretor da unidade prisional, por fraude processual e omissão na prática de tortura.Um dos quatro presos foi indiciado apenas por fraude processual, por ter ajudado a montar a farsa a pedido dos agentes penitenciários. Os outros três são acusados de pertencer a grupos de extermínio e de terem espancado o chinês. Os sete agentes penitenciários são acusados da prática de tortura qualificada e poderão pegar até 21 anos de cadeia.O delegado Marcelo Fernandes pediu ao Ministério Público que endosse o pedido de prisão preventiva dos sete agentes, detidos por força de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.Chang foi preso no dia 25 de agosto por agentes federais, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, ao tentar embarcar para os Estados Unidos com US$ 30 mil não declarados à Receita Federal. Levado para o presídio Ary Franco, ele foi espancado e sofreu fratu ra de crânio. A vítima morreu no dia 4 de setembro, no hospital Salgado Filho, para onde foi levado inconsciente. As informações são da Agência Brasil.

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