Inquérito vai apurar causas de rompimento de barragem

A Procuradoria da República na Paraíba iniciou, em parceria com o Ministério Público Estadual, inquérito civil público para investigar as causas do rompimento da barragem de Camará, que destruiu parcialmente as cidades de Alagoa Grande e Mulungu, na noite da última quinta-feira. A primeira reunião foi realizada ontem à tarde, em João Pessoa. Segundo o procurador-chefe da Procuradoria da República no Estado, Fábio George, três engenheiros indicados pelo Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e especialistas em barragens ligados à Procuradoria Geral da República, em Brasília, vão participar das investigações e fazer um relatório técnico sobre o que motivou o rompimento da barragem.Fábio George marcou para a próxima segunda-feira uma visita dos engenheiros à barragem. A idéia é identificar elementos que proporcionem um laudo sobre o assunto. Ele também vai ouvir, a partir de amanhã, diretores das empresas responsáveis pela obra de Camará, bem como representantes do atual Governo e do Governo anterior. Exército, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e voluntários continuam as buscas por desaparecidos no leito do rio Mamanguape.Até o início da noite, o número oficial de mortos continuava inalterado: seis. A PM avalia que há 20 desaparecidos.A assessoria de imprensa do Banco Mundial (Bird) esclareceu que a instituição não tem nenhuma participação no financiamento da construção da barragem de Camará. Segundo a assessoria de imprensa, o Bird financia outras obras na Paraíba.

Agencia Estado,

22 de junho de 2004 | 19h43

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