Inquérito vai apurar crimes durante greve de ônibus

O juiz federal Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, da 3ª Vara Federal Criminal de São Paulo, determinou nesta quarta-feira abertura de inquérito policial para apurar supostos crimes que teriam sido cometidos pela diretoria do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo, durante a greve de dois dias encerrada nesta terça-feira.A denúncia contra a direção do sindicato foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF), que pediu também a prisão dos dirigentes. A prisão foi negada pelo juiz. O MPF acusou os dirigentes sindicais de colocar em risco a garantia da ordem pública e de instigar "a prática de crimes de dano e de delitos contra a organização do trabalho", por causa da paralisação de serviço essencial para a população. De acordo com o MPF, o sindicato teria descumprido ainda a determinação judicial de manter em funcionamento 70% da frota, e 80% nos horários de pico, durante o período da greve. O suposto crime de formação de quadrilha ou bando, denunciado pelo MPF, também não foi aceito pelo juiz. De acordo com a sentença, "vislumbrar a possibilidade do presidente e dos diretores do Sindicato cometerem delitos é uma coisa, considerar que tais indivíduos associam-se, de forma contínua, para o cometimento de crimes é outra bem diferente".

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