Inquérito vai pedir prisão de civil em caso de roubo de armas

O Exército deve concluir até sexta-feira, 31, o Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga o roubo de dez fuzis e uma pistola do Estabelecimento Central de Transporte (ECT), dia 3, no Rio. No relatório, será pedida a prisão preventiva de mais um suspeito do crime: um civil, cooptado pelo ex-cabo do Exército Joelson Basílio da Silva, preso há duas semanas, e que confessou ser o mentor da invasão do quartel. A conclusão do IPM será encaminhada à Justiça Militar e o juiz a remeterá ao Ministério Público Militar (MPM). Os promotores terão cinco dias para apreciar o material e oferecer ou não denúncia. Além de Silva, está preso o ex-soldado Carlos Leandro de Souza, que também confessou participação no crime. O grupo teria pelo menos mais seis integrantes - a maioria, civis. Os promotores vão nos próximos dias ao ECT. Eles querem esclarecer questões como a distância do portão da unidade até o local onde as armas estavam guardadas e detalhes do plano de segurança do quartel. As normas foram negligenciadas pelo sargento Humberto Freire, responsável pelo plano na madrugada do crime. Ele confessou ter deixado o portão principal da unidade aberto, assim como a porta do local onde estavam as armas do corpo da guarda. Freire ficou preso por um dia e solto pela Justiça Militar por ter endereço fixo e não ter antecedentes criminais.

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