Insegurança alimentar caiu mais no Nordeste e nas áreas rurais

Nos Estados nordestinos, porcentual de brasileiros que correm risco de ficar sem comer caiu de 13,2% para 9,3%

, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2010 | 00h00

A maior queda do número de pessoas em situação de insegurança alimentar ocorreu no Nordeste, principalmente na área rural, mas a região ainda era em 2009 a que mais concentrava brasileiros com fome. O porcentual de domicílios nordestinos na categoria de insegurança alimentar grave caiu de 13,2% em 2004 para 9,3% em 2009.

O estudo mostra que, apesar de concentrar 28,2% da população, o Nordeste reunia 41,7% dos brasileiros com insegurança alimentar no ano passado. Todos os Estados do Nordeste e do Norte apresentaram proporções de segurança alimentar inferiores à média nacional. A pior situação do País foi verificada no Maranhão. Lá, havia alimentação saudável e em quantidade suficiente assegurada em apenas 35,4% dos domicílios em 2009. Ou seja: 64,6% estavam com insegurança alimentar, sendo 14,8% na categoria grave. O segundo pior foi o Piauí.

Os três Estados do Sul são os que têm a maior segurança alimentar. Ou seja: é onde a população menos se preocupa com a falta de dinheiro para comer. A média na região para a situação grave foi de 2,1% dos domicílios em 2009, ante 3,7% em 2004.

"Como há correlação grande entre pobreza e insegurança alimentar, sobretudo grave, certamente podemos atribuir ao Bolsa Família uma grande ajuda nessa questão. Justamente as populações mais pobres, no Nordeste e no Norte, pretos e pardos, aqueles em condições mais desfavoráveis historicamente, apresentaram os melhores resultados", disse o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes de Sousa.

Segundo ele, o governo está preocupado em garantir não só alimentação para todos, mas alimentos de qualidade. "Em 5 anos, as pessoas não só tiveram uma vivência positiva de acesso ao alimento, mas a memória de períodos mais adversos começa a desaparecer, porque têm renda mais estável."

A pesquisa avalia a percepção. "Estamos ao mesmo tempo preocupados com a desnutrição, que caiu profundamente, mas também com a obesidade." O estudo mostra que o porcentual de domicílios com fogão, geladeira e televisão, eletrodomésticos mais difundidos, aumentou com mais intensidade nos domicílios inseguros.

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