Inspeção veicular nacional fica para o 2º semestre

Ministério aprova workshops para orientar órgãos e motoristas

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

20 de maio de 2009 | 00h00

Contrariando as expectativas do próprio ministro do Meio Ambiente, a inspeção veicular nacional não foi aprovada ontem. Na reunião marcada para discutir a proposta de controle da emissão dos poluentes em todo País foi definido que, antes de aprovar a norma, "workshops" serão oferecidos para orientar indústrias, motoristas e órgãos estaduais responsáveis pela área ambiental. A proposta de monitorar a quantidade de gases tóxicos que saem dos escapamentos dos veículos só deve sair no próximo semestre.Participaram do encontro de ontem integrantes da câmara técnica do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), entidade que "ensaia" a inspeção no Brasil há 17 anos, desde que a primeira resolução sobre o assunto foi publicada. Segundo o ministério, esse período agora voltado para a realização de palestras e seminários será destinado para debater quatro pontos relacionados ao programa de controle de emissão: volume e característica da frota a ser inspecionada; execução e planejamento dos planos estaduais; limite de emissão e forma de medição; primeiras cidades em que a resolução será aplicada."As discussões já estão bem avançadas. A parte técnica da proposta é o resultado de um trabalho intenso feito por instituições como Inmetro, Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Estados - especialmente o Rio e São Paulo - e a Prefeitura de São Paulo", afirmou a secretária de Mudanças Climáticas do ministério, Suzana Kanh, que participou da reunião.A contribuição da cidade de São Paulo e do Estado do Rio é da prática da inspeção veicular, uma vez que são os únicos locais onde o programa vingou. Para a frota paulistana, a estreia do projeto ocorreu no início do ano, mais de uma década após os fluminenses terem adotado o monitoramento (em 1997). Pelos planos iniciais do Ministério do Meio Ambiente, os veículos em que forem constatados altos índices de emissão serão proibidos de circular, até que realizem as adaptações e regulagens necessárias para adquirir nova licença. Outras penalidades, como multas ambientais, também serão discutidas.

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