Inspeção veicular vai barrar carros barulhentos

A partir do próximo ano, a inspeção veicular ambiental, obrigatória para a frota paulistana, passará a medir os níveis de ruído emitidos pelos veículos em funcionamento - e não só apenas as emissões de gases poluentes. A meta é combater, além da poluição do ar, a poluição sonora nas ruas e avenidas da capital. Barulho em excesso também reprovará o veículo na vistoria. A Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, responsável pelo programa, informou que aguarda só regulamentação do Conama para determinar, por meio de portaria, que tipos de veículos entrarão nas novas medições e quais serão os níveis máximos de barulho que serão tolerados. O Conama já tem uma proposta de resolução sobre o assunto, apresentada no dia 12. Até o fim do ano, ela será publicada e incorporada aos programas municipais de inspeção veicular. Na capital, os exames de ruído já vêm sendo realizados em parte da frota que faz a inspeção hoje, mas sem efeito de reprovação, apenas como teste. Nos postos Barra Funda e Jaguaré da Controlar, empresa contratada pela municipalidade para realizar as vistorias, alguns motoristas são convidados, voluntariamente, a fazer a medição. A Controlar informou que a iniciativa irá ajudar o Conama a aprimorar a regra a ser cumprida. "É feita uma medição do ruído de fundo ambiente, primeiramente, e depois do motor em marcha lenta e acelerado. Por fim, os valores são subtraídos para se chegar ao nível de ruído do veículo", explicou um técnico do Centro Barra Funda, na manhã de segunda-feira. A captura do barulho é feita com dois microfones, um colocado no motor e outro posicionado junto do escapamento do carro. O Conama estabelece até 95 decibéis (dB) de ruído máximo para veículos de passeio com até nove lugares. Para motos, o máximo tolerado é de 99 dB. Nas principais vias paulistanas, o barulho difuso do trânsito supera 100 dB, valor equivalente ao som de uma britadeira ou sirene de ambulância a curtas distâncias. A exposição prolongada a barulho superior a 85 dB já causa potenciais riscos à audição.

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