INSS investiga quadrilha de fraudadores em SP

O Ministério Público Federal está investigando uma quadrilha de fraudadores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que atua na região de Piracicaba e Rio Claro, interior de São Paulo.Pelo menos 80 processos de benefícios irregulares e outros 15 com indícios de irregularidade estão sendo analisados por uma equipe composta por funcionários do Ministério Público, da Polícia Federal e do próprio INSS. O inquérito foi aberto em Piracicaba e está sob segredo de Justiça. De acordo com informações do Ministério Público em Piracicaba, o INSS poderá afastar de suas funções empregados com suspeita de envolvimento em fraudes.Os nomes e a quantidade de suspeitos, no entanto, são mantidos em sigilo. As investigações tiveram início depois de uma denúncia de fraude que levou à advogada Edite Aparecida de Oliveira Acorsi, com escritório em Rio Claro. A partir de uma medida cautelar de busca e apreensão, de novembro do ano passado, a polícia civil de Rio Claro apreendeu uma série de documentos e arquivos e os encaminhou à gerência executiva do INSS.Após investigá-los, a Polícia Federal e o Ministério Público obtiveram mandados judiciais de busca e apreensão, concedidos por juízes federais das 1ª e 2ª Varas Federais em Piracicaba, para enviar diligências a 30 outros locais suspeitos nas cidades de Rio Claro, Piracicaba, Cordeirópolis e Santa Gertrudes. Nessa diligências, foram apreendidos pelo menos 400 quilos de documentos, carimbos, disquetes e unidades de processamento de computadores, que estão sob investigação no Ministério Público Federal de Piracicaba.A operação mobilizou 23 delegados e 39 agentes da Polícia Federal, 21 escrivães, 20 policiais militares, 21 servidores do INSS, quatro procuradores da República e um servidor da Caixa Econômica Federal. Foram descobertas fraudes em Rio Claro, Pirassununga, Bauru e Piracicaba. Somente em Piracicaba, o grupo apurou 34 benefícios com indícios de irregularidade, dos quais nove revelaram-se fraudulentos.Esses nove benefícios somam R$ 7.618,41, pagos irregularmente por mês pelo INSS da cidade. Em Rio Claro, onde a Procuradoria levantou 49 processos com indícios de irregularidade, o montante de pagamento é de R$ 34.808,59 por mês. Os procuradores da República em Piracicaba, Oswaldo Capellari e Sandra Akemi Shimada Akish, não foram encontrados, nesta segunda-feira, para falar a respeito das investigações.O Ministério Publico Federal, por meio da assessoria de imprensa, reafirmou que o inquérito é sigiloso e, por isso, não pode divulgar detalhes das investigações.A assessoria de imprensa da Procuradoria da República em Brasília alegou não ter informações sobre o caso.

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