Instaurada ação contra policiais que agiam na Cracolândia

Foi instaurada hoje uma ação penal contra cinco policiais do Denarc, acusados de torturarem e extorquirem traficantes e viciados na "Cracolândia", região próxima ao Palácio da Polícia, na capital. O juiz-substituto da 18ª Vara Criminal, José Zoega Coelho, recebeu a denúncia formulada pelo Ministério Público contra Hélio Carlo Barba, José Carlos Castilho, Mauro César Bartolomeu, Alexandre Ramos da Silva e Guilherme Barbosa Palazzo. Eles foram filmados em plena atividade delituosa por promotores de Justiça que combatem o crime organizado. O juiz rejeitou defesas preliminares dos acusados, que insistiam no não-recebimento da denúncia. Marcou o interrogatório dos cinco policiais para os dias 6 e 8 de março.O advogado Hélio Bialski, que defende Mauro César, disse que vai ingressar amanhã com pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça, pedindo o arquivamento do processo, alegando "falta de justa causa". Ele vai afirmar que a prova é contraditória, pois baseia-se na palavra de testemunhas que se retrataram ao serem ouvidas em processo administrativo na Corregedoria da Polícia Civil. Para a defesa, as imagens colhidas pelos promotores constituem "prova ilícita", pois implicou na "violação da intimidade e vida privada" dos acusados. Subsidiariamente, Bialski vai pedir a revogação da prisão preventiva. Se o habeas-corpus for concedido a Mauro César, seus efeitos poderão ser estendidos aos demais acusados, uma vez que a situação de todos é idêntica.

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