Instituto lança livro sobre índios brasileiros

O retrato do índio brasileiro é um quebra-cabeça ainda em formação. Essa é a visão do antropólogo Beto Ricardo, editor do livro Povos Indígenas no Brasil 1996/2000, que será lançado hoje em São Paulo e amanhã em Brasília. De um lado, comemora-se o crescimento populacional acima do esperado. De outro, descobriu-se que há pelo menos 12 povos à beira da extinção e muito pouco tem sido feito para reverter essa situação. Na capa do livro, um símbolo é emblemático. Um contador gira ao contrário, simbolizando essa ameaça. Hoje, são 216 etnias; amanhã, poderão ser 215, 214... "São povos que têm objetivos próprios e precisam de um Estado que não fique só falando em nome do índio", critica o antropólogo. Segundo ele, as boas notícias apresentadas na obra acabam por ser eliminadas diante da falta de uma política consistente que encerre os conflitos com os homens brancos. Entre os maiores problemas, diz, estão a questão fundiária, relativa à invasão de reservas indígenas por garimpeiros, traficantes e fazendeiros; um Estatuto do Índio desatualizado e uma agência, a Fundação Nacional do Índio (Funai), pouco ágil e instável - em 33 anos de vida, teve 27 presidentes.Leia Mais

Agencia Estado,

02 de abril de 2001 | 02h27

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