Institutos divergem nos números, mas indicam estabilidade

A pesquisa Datafolha mostra estabilidade de Dilma Rousseff (PT). Em relação à sondagem de segunda-feira do mesmo instituto, a petista oscilou um ponto para cima e chegou a 47% do total de votos (o que equivale a 52% dos votos válidos). Isso mostra que não há tendência de queda contínua da candidata de Lula, como a pesquisa anterior do Datafolha parecia sugerir.

Análise: José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2010 | 00h00

Estabilidade foi também o que mostrou a pesquisa Ibope/CNI divulgada na quarta-feira. A diferença é que o Ibope confere a Dilma 50% do total de votos (ou 55% dos votos válidos). Segundo o instituto, mantido o quadro atual, Dilma seria eleita no primeiro turno. Já o Datafolha desenha um quadro mais indefinido: considerada a margem de erro, Dilma teria, no mínimo, 50% dos votos válidos, que é o limite da maioria absoluta necessária para a vitória no primeiro turno.

Com maior ou menor margem, as pesquisas indicam probabilidade maior de definição já no primeiro turno, mas fatores como a repercussão do debate da TV Globo podem provocar alterações nesses porcentuais.

Por isso, ao contrário do que se imaginava duas semanas atrás, é impossível prever o resultado da eleição antes da rodada final de pesquisas do Ibope, do Datafolha e do Vox Populi. Talvez essas permitam um prognóstico. Mas dificilmente uma certeza.

É JORNALISTA ESPECIALIZADO EM ESTATÍSTICAS

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