Institutos divergem sobre definição de disputa para governo de São Paulo

Para Ibope, Alckmin tem 51% dos votos válidos e pode haver 2º turno com Mercadante. Datafolha dá vitória do tucano com 55%

Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2010 | 00h00

Pesquisas de intenção de voto feitas por Ibope e Datafolha e divulgadas ontem divergem em relação à previsão de resultado da disputa pelo governo de São Paulo. Pelo Ibope, existe a possibilidade de disputa em segundo turno entre o tucano Geraldo Alckmin e o petista Aloizio Mercadante. Nesse levantamento, Alckmin aparece com 45% contra 29% de Mercadante. Considerados os votos válidos, o tucano chega a 51% enquanto o petista tem 33%.

Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo, existe a chance de Alckmin ter apenas 49%, o que provocaria um novo turno entre os dois candidatos. O Ibope entrevistou 2.002 pessoas em 95 cidades, entre os dias 30 de setembro e 1 de outubro. A pesquisa foi registrada no TRE com o número 89.835/2010.

Pelo Datafolha, o resultado é diferente. Alckmin venceria já no primeiro turno. Segundo o instituto de pesquisa, o tucano soma 50% das intenções de voto contra 26% de Mercadante. Levando em consideração os votos válidos, essa vantagem pularia para 55% contra 28%. Mesmo dentro da margem de erro, Alckmin somaria mais do que a metade de todos os votos válidos, resultado que seria suficiente para garantir sua eleição imediata.

O Datafolha ouviu 3.248 pessoas e a pesquisa foi registrada no TSE com o número 33.578/2010.

A indefinição do resultado em São Paulo é preocupante para o PSDB e para os outros partidos de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Maior colégio eleitoral do País, o Estado é considerado estratégico pela oposição na tentativa de reorganizar um projeto de poder nacional, caso o tucano José Serra seja derrotado pela petista Dilma Rousseff.

Por conta disso, os tucanos apostam na vitória imediata de Alckmin e também do mineiro Antônio Anastasia, que poderá vencer já no primeiro turno em Minas Gerais. Com isso, a oposição poderia usar os dois Estados como espinha dorsal de um novo projeto, possivelmente liderado pelo mineiro Aécio Neves.

O problema é que, se São Paulo tiver um segundo turno, esse favoritismo tucano correrá risco, já que o próprio Lula deverá apoiar pesadamente para tentar alavancar a campanha de Mercadante.

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