Integrantes da Portela esperam repetir a vitória de 1970

A Portela, grande candidata ao título do Carnaval 2004, foi uma das escolas que reapresentou um enredo antigo. Com Lendas e Mistérios da Amazônia, de 1970, a escola espera quebrar o jejum de 20 anos (foi campeã pela última vez em 1984). Alguns dos portelenses ilustres, lembram o que faziam na época em que a agremiação venceu com o mesmo enredo deste ano. Único integrante do abre-alas da Portela que, à exceção da Velha Guarda, desfilou em 1970, Paulinho da Viola disse que não dá para comparar a emoção que sentiu nas duas vezes. "Desta vez, eu saí aqui, junto com os maiorais da escola, daquela, a gente ia no meio do povo, empurrando carro, se divertindo à beça", disse ele no fim do desfile, já na manhã de segunda-feira.O músico lembrou que, naquele ano, foi lançado homenagem à escola o samba Foi um Rio que Passou em minha Vida, o seu primeiro grande sucesso e que até hoje, mais de três décadas depois, é tocado em todos os shows. O compositor foi embora do Sambódromo logo depois do desfile e nem comemorou o bom desempenho de sua escola, pois às 10h30, embarcou para Recife (PE).Monarco, apesar de ser um dos baluartes da escola, não saiu em 1970. "Eu estava atravessando uma fase ruim, doente e desempregado", explicou ele. "Agora não, vim para ver a Portela acabar com o jejum de campeonato", afirmou, referindo-se aos 20 anos que a escola está sem vencer o carnaval.Zeca Pagodinho, que foi o mais aplaudido de toda a Portela, também não estava presente aquele ano, pois, adolescente, ainda não freqüentava a escola de Madureira. E Marisa Monte, era um bebê de colo, na época.Já os outros componentes lembram com saudade. É o caso de dona Dodô, que este ano foi a madrinha da bateria e em 1970 era porta-bandeira. "Dei 18 campeonatos à minha escola, e este ano será mais um", prometia ela. "Sou pé quente."

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