REUTERS/Josemar Goncalves
REUTERS/Josemar Goncalves

Integrantes do PCC são mortos dentro de presídio no RN

Corpos de 'Nego Lázaro' e 'Sheik' foram encontrados amarrados às grades de uma cela pelos pescoços; polícia suspeita que eles haviam deixado o PCC para criar nova facção criminosa

Ricardo Araújo, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2018 | 18h13

Dois presos que faziam parte do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram mortos na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, no Complexo Prisional de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Os corpos de Lázaro Luís de França Ferreira, 34 anos, conhecido como “Nego Lázaro”, e Shakespeare Costa de França, 24 anos, chamado de “Sheik”, estavam amarrados pelos pescoços com lençois às grades de uma cela. Eles foram encontrados por agentes penitenciários na noite desse domingo, 25.

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A investigação da Polícia Civil seguirá duas linhas: sobre uma disputa interna pela liderança do PCC no Rio Grande do Norte e sobre suposta saída dos dois presos assassinados da facção e fundação de outra, identificada como Legião do Norte. Não se sabe, por enquanto, se as mortes em Alcaçuz têm ligação com o crime do início do mês no Ceará - o assassinato de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, líderes do PCC, numa emboscada

Os detentos respondiam por tráfico de drogas, homicídio, assalto, porte ilegal de armas e eram considerados de alta periculosidade. Dois dos outros dez presos que dividiam a cela com as vítimas assumiram a autoria das mortes, segundo o delegado Eloy Xavier.

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As mortes do fim de semana em Alcaçuz ocorreram pouco mais de um ano após a rebelião (foto) que deixou 26 detentos mortos, a maioria por decapitação, e grande parte da cadeia destruída. Atualmente, o maior complexo prisional potiguar abriga mais do que o dobro da capacidade nominal de presos - 942 vagas oficiais; 2.045 presos atualmente. 

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