Interdição na Marginal do Tietê deve complicar trânsito em SP

O motorista deve enfrentar nesta segunda-feira um dia de caos no trânsito em praticamente toda cidade de São Paulo. O acidente da madrugada de sábado, que afetou a estrutura do pontilhão da pista expressa que passa sobre o Córrego do Cabuçu, na Marginal do Tietê, promete causar longas filas na via, uma das principais da capital, com reflexos em boa parte da cidade.O melhor, alerta a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), é evitar a Marginal. Longos congestionamentos deverão se formar em todo o sentido Penha-Lapa. "Vai ser um inferno", prevê um técnico da CET.No sábado, quando o fluxo de veículos costuma ser bem menor do que durante os outros dias da semana, a lentidão começou na altura da Ponte da Freguesia do Ó - onde ocorreu o acidente - e foi até a Ponte Aricanduva, numa extensão de 15 quilômetros nas pistas expressa e local. O engarrafamento, que durou o dia todo, afetou a Via Dutra e só terminou por volta das 23 horas.RecuperaçãoNeste domingo, os trabalhos de recuperação do pontilhão do Córrego do Cabuçu continuaram. Terminado o escoramento das vigas duas das quatro faixas interditadas da pista expressa foram liberadas apenas para a passagem de veículos leves no fim da tarde. A 50 metros antes da Ponte da Freguesia do Ó, os caminhões estão sendo desviados da pista expressa para a local.O excesso de veículos procurando fugir dos congestionamentos deverá causar transtornos também nas rotas alternativas. A principal delas segue pelas Avenidas Marquês de São Vicente e Ermano Marchetti e pela Ponte do Piqueri, onde o motorista poderá retornar à Marginal do Tietê. No sábado, esse desvio apresentou transtornos aos motoristas devido ao grande número de automóveis e aos vários semáforos.A CET proibiu o estacionamento de veículos em toda a extensão da Marquês de São Vicente, no sentido centro-bairro, para aumentar a fluidez do tráfego na via.Chegada a SPOutra rota, recomendada para quem utilizar as Rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares e Castelo Branco, é formada pelas Avenidas Salim Farah Maluf, Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, Juntas Provisórias, Avenida dos Bandeirantes e Marginal do Pinheiros. Quem chegar a São Paulo pelos Rodovias Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias também enfrentará problemas.Os motoristas que saem de Guarulhos em direção a São Paulo devem seguir pelas Avenidas Abílio Pedro Ramos, Benjamin Pereira, Manuel Gaia, Sezefredo Fagundes, Maria Amália Lopes de Azevedo, Santa Inês, Parada Pinto, Itaberaba, Inajar de Souza e Ponte da Freguesia do Ó, retornando à Marginal do Tietê logo depois do ponto interditado.Na opinião do ex-secretário municipal dos Transportes durante o governo Celso Pitta, Getúlio Hanashiro, as alternativas oferecidas pelas CET estão corretas. "Os motoristas vão ter de conviver com os congestionamento por um bom tempo e precisam ter paciência, pois a marginal não oferece muitas opções", disse.Avenidas afetadasHanashiro lembrou que, no sábado, o congestionamento na Marginal do Tietê afetou o tráfego nas Avenidas 23 de Maio, Tiradentes, Cruzeiro do Sul e Brás Leme. "Para percorrer um trecho que normalmente levo cinco minutos, fiz em 20", afirmou.Pela Marginal do Tietê circulam todos os dias 750 mil veículos. Desse total, 115 mil são caminhões - mais de 10 mil transportam líquidos inflamáveis, substâncias corrosivas e gases comprimidos.Esse volume de tráfego, somado ao movimento diário de 400 mil veículos na Marginal do Pinheiros, transformou as duas marginais nas vias mais importantes e estratégicas da cidade. Tanto que a CET conta com uma Gerência de Engenharia de Tráfego, a GET-6, apenas para cuidar de ambas.Ponte do ExércitoO tumulto no trânsito começou por volta das 2 horas de sábado, quando um caminhão-tanque que passava na pista expressa da Marginal do Tietê, carregado com 30 mil litros de solvente, explodiu após cair no Córrego Cabuçu. Boa parte da carga ficou retida no córrego -, represado para permitir as obras do novo desemboque do córrego no Rio Tietê.De acordo com os bombeiros, o fogo durou duas horas e meia. As chamas danificaram a estrutura do pontilhão sobre o córrego e terá de ser demolida. A construção de uma nova deverá demorar seis meses.Na noite de sábado, oficiais do Batalhão de Engenharia e Logística do Exército, em Pindamonhangaba, estiveram no local estudando a possibilidade de emprestar uma ponte pré-montada, utilizada em combates, à Prefeitura. O inconveniente desse tipo de estrutura é que ela permite a passagem de apenas um veículo por vez e de caminhões a uma velocidade de 20 quilômetros por hora.

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