Interino susta pagamentos a fornecedores

No segundo dia após assumir o cargo de governador do Amapá, o desembargador Dôglas Evangelista Ramos, que até sexta-feira era presidente do Tribunal de Justiça do Estado, anunciou a suspensão dos pagamentos a fornecedores do governo do Estado até que as contas sejam analisadas por funcionários de sua confiança.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2010 | 00h00

Técnicos que trabalhavam na área de finanças do TJ do Amapá assumem a fiscalização dos pagamentos feitos nas secretarias estaduais para evitar gastos suspeitos. Nenhuma decisão de secretariado será tomada sem aval do governador interino. "É uma intervençãozinha branca", disse ao Estado o desembargador Ramos. "Não podemos suspender tudo porque tem merendeira para receber, contas de emergência que não podem deixar de ser pagas. Mas essas a gente sabe que são pagamentos corretos."

A confusão no Amapá começou na sexta-feira durante a Operação Mão Limpas, feita pela Polícia Federal. Foram presas 18 pessoas, incluindo o ex-governador Waldez Góes (PDT), que saiu do cargo em abril para concorrer a uma vaga ao Senado, e o governador Pedro Paulo Dias (PP). Eles são suspeitos de terem desviado, segundo a PF, cerca de R$ 300 milhões de recursos públicos do Estado. A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser renovada por outros cinco.

Ontem a confusão política na cidade era grande. Correligionários do governador preso, que é candidato a reeleição, se reuniram com bandeiras e trio elétrico. Os outros concorrentes ao governo, Lucas Barreto (PTB), Camilo Capiberibe (PSB) e Jorge Amanajás (PSDB) não suspenderam a campanha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.