Interlagos deve receber 1,7 mil novas unidades

Grupo Tiner planeja erguer casas voltadas à classe média no bairro

Renata Gama, O Estadao de S.Paulo

14 de dezembro de 2007 | 00h00

O número de lançamentos de condomínios horizontais em São Paulo tem sido pequeno se comparado ao de apartamentos. Mas alguns empreendedores acreditam na preferência do paulistano pelas casas e estão investindo pesado no setor. No início de 2008, o Grupo Tiner no Brasil, por exemplo, pretende lançar 900 casas no antigo terreno da Telefunken, na região de Interlagos, zona sul; e mais 850, na Avenida Nossa Senhora do Sabará, também em Interlagos. Ambos empreendimentos vão reunir no mesmo terreno, além das casas, apartamentos voltados à classe média. O interessante é que a diferença de preço entre as unidades não será grande, segundo adianta o diretor da empresa, Antônio Marson. No Campo Belo, a Tiner já lançou 36 unidades de alto padrão. A desvantagem do condomínio horizontal, segundo Marson, é a pouca viabilidade. "Há espaço, mas é cada vez menor porque o preço dos terrenos está caro e a conta começa a não fechar", afirma. Demanda, no entanto, não falta. "Casa vende muito fácil", diz o executivo.Já a forma que a incorporadora Cyrela encontrou para equilibrar a equação foi optar pelas casas de alto padrão. A empresa tem alguns empreendimentos concluídos em bairros nobres como Moema, na zona sul. Outro condomínio, The Colony, está em processo de entrega de chaves e fica na região da Cidade Jardim, também na zona sul. As 22 unidades em torno de 300 metros quadrados foram negociadas a um preço médio de R$ 1,5 milhão.De acordo com o diretor de incorporações da empresa, Ubirajara Spessoto, o futuro dos empreendimentos horizontais é a migração para áreas mais periféricas da cidade, como a zona leste, ou cidades vizinhas, como a região da Granja Viana, em Cotia. Lá, a Cyrela lançou no primeiro semestre dois condomínios com casas de 200 a 350 metros quadrados. "Vendemos 80% do empreendimento em pouco mais de um mês", relata Spessoto.Mas o executivo não aposta na sobrevivência desta modalidade de empreendimento por muito tempo. "Fica cada dia mais raro", diz. Isso porque as casas envolvem custo alto de manutenção para os moradores. "É muito dificil morar em casa. Ou você tem um alto investimento em segurança e cria uma fortaleza, ou vai para regiões mais distantes da cidade e monta uma megaestrutura de logística para se locomover todos os dias." PEQUENOSQuem acaba atendendo a esse nicho de mercado que ainda há dentro do espaço apertado da metrópole são os pequenos empreendedores. A construtora Gomes da Costa, por exemplo, lançou uma vilinha com seis sobrados chamada Vila dos Manacás, na Aclimação, zona sul. Este foi o único empreendimento horizontal lançado no bairro nos últimos dois anos, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). Perto do Parque da Aclimação, as unidades de 140 metros quadrados e três dormitórios têm garagem no subsolo, um pequeno quintal e ficam prontas no começo de 2009. "Já vendemos três", avisa Jorge Graciano de Oliveira, diretor de vendas da imobiliária Cmarqx, que comercializa o empreendimento.

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