Internauta vai poder ''andar'' pelas ruas de SP

Para ser em 3D, Google Street View usará veículos com 9 câmeras

Lucas Pretti, O Estadao de S.Paulo

03 Julho 2009 | 00h00

O Google anunciou ontem o lançamento no Brasil do serviço Google Street View, que permite visualizar ruas como se o usuário estivesse caminhando por elas, com aproximação bem detalhada. A primeira cidade a ser fotografada pelos 30 carros vermelhos da empresa - fruto de parceria com a Fiat - será São Paulo, depois Belo Horizonte e Rio. Ainda não há previsão para os dados entrarem no ar. Os carros começam a rodar pela capital em cerca de um mês, tempo necessário para os últimos ajustes de infraestrutura. Cada veículo tem nove câmeras instaladas num tripé no capô (oito laterais e uma apontada para cima), de forma que as imagens juntas criem sensação de tridimensionalidade. O passo a passo da captação de imagens poderá ser visto em www.googlestreetviewbyfiat.com.br. Cerca de 150 cidades do Hemisfério Norte já contam com o serviço. No Hemisfério Sul, apenas Sydney, na Austrália, usa o recurso. São Paulo será a primeira da América Latina. A principal discussão em torno do Street View é privacidade. Há uma infinidade de blogs e sites que exploram "flagras" e possíveis informações confidenciais de segurança publicados na internet. O Google minimiza os problemas, dizendo que retira imagens impróprias e só fotografa locais públicos, "que qualquer pessoa poderia ver se estivesse passando pela rua". Mas a empresa se cercou de cuidados. Conversou com as três instâncias de governo para chegar a possíveis acordos de uso do Street View por autoridades. Segundo o Google, a recepção foi ótima e trouxe ideias de como usar o serviço na internet para melhorar o acesso a informações públicas. O Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte, por exemplo, teria manifestado interesse em usar o serviço para deixar mais veloz e preciso o trabalho de soldados. Há a promessa de borrar o rosto de pessoas e as placas de carros. "É o serviço com maior interesse público", afirmou o diretor executivo do Google Brasil, Alex Dias. Por isso, eles prometem retirar do banco de dados qualquer imagem considerada ofensiva por usuários.

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