Invasão de facção em morro tomado por rival mata 1 e deixa 12 mil sem aula

Polícia foi acionada para conter suspeitos na favela da Maré, na zona norte; outros dois moradores foram baleados, na perna e no ombro, mas não correm risco de morte

Tiago Rogero, Central de Notícias

05 de maio de 2011 | 12h17

RIO - Um estudante foi morto nesta quarta-feira, 4, à noite, após a invasão do complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio, por traficantes rivais. Segundo a polícia, o porteiro Josemilton Trindade da Silva, de 43 anos, estava no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Ministro Gustavo Capanema, na Vila dos Pinheiros, onde cursava a 7ª série. Ele chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, mas não resistiu. Outros dois moradores foram baleados - na perna e no ombro -, e não há risco de morte.

 

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, nove escolas e sete creches da rede municipal, com cerca de 11.800 alunos, não funcionaram hoje por causa dos confrontos entre bandidos.

 

Segundo o comandante do 22º BPM (Maré), tenente-coronel Gláucio Moreira, a invasão ocorreu por volta de 19h50 de ontem. "Cerca de 20 traficantes do Complexo do Caju, da facção ADA (Amigo dos Amigos) tentaram retomar o controle, perdido em 2009 para o TCP (Terceiro Comando Puro), das comunidades Conjunto Esperança, Vila do João e Vila dos Pinheiros", disse.

 

O policial informou que sua equipe foi acionada e chegou 15 minutos depois da invasão. Com o apoio de dois blindados, houve incursão em busca dos traficantes. O tenente-coronel negou que os três moradores tenham sido baleados durante troca de tiros entre policiais e criminosos. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi chamado e chegou ao local pouco depois.

 

Ninguém foi preso. "Até acredito que ainda existam alguns lá dentro. Estamos com um cerco montado no entorno e com patrulhamento no interior dessas comunidades. Mas nosso principal objetivo é restabelecer a paz", disse o comandante do 22.º BPM.

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