Invasão de oficiais leva a teorias conspiratórias

A invasão dos coronéis na administração pública ainda causa surpresa para alguns e estimula outros a esboçar teorias conspiratórias. O vereador Adílson Amadeu (PTB) diz ainda ver com "estranheza" as nomeações. Ele tem na Mooca, onde a subprefeitura atualmente é ocupada por um coronel e outros quatro oficiais, um importante reduto de votos. "Não tenho nada contra coronéis, desde que sejam competentes. Isso é o que mais importa." Amadeu reclama, contudo, da grande quantidade de ambulantes que continuam nas ruas do bairro. "São mais de 3 mil só no Brás". A forma acelerada com que os coronéis foram sendo chamados serviu também para levar à criação de teorias ventiladas nos bastidores políticos. Em uma delas, afirma-se que está nos planos da Prefeitura nomear até o fim do mandato 100 coronéis e 50 engenheiros da Escola Politécnica, faculdade onde o prefeito se formou. Outra dessas teorias diz que a intenção é ter três oficiais por subprefeitura, sendo um chefe de gabinete e dois coordenadores. O prefeito nega enfaticamente todas elas. "Não existe nada disso." Há ainda quem diga que os coronéis fazem relatórios detalhados, entregues mensalmente ao prefeito, e está prevista uma reunião para que conversem entre si. Os coronéis negam todas essas afirmações. Eles garantem conversar entre eles quando a situação exige. E negam fazer trabalho de polícia.

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