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Invasores de prédio investigados por formação de quadrilha

A polícia investiga se as pessoas que ocupam o edifício Abraham Lincoln, na Barra da Tijuca, há quatro dias, cometeram crime de formação de quadrilha. Por enquanto, segundo o delegado da Barra, Marcus Henrique Alves, eles incorreram em outro crime, o de ocupação ilegal de propriedade alheia.A construtora Desenvolvimento Engenharia Ltda aguarda decisão judicial sobre a ação de reintegração de posse impetrada na segunda-feira.O delegado disse que os invasores poderão ser indiciados por formação de quadrilha caso fique comprovado que eles se organizaram para fins criminosos.Eles contam que se reuniram na noite da última sexta-feira e chegaram ao prédio, no sábado de madrugada, em ônibus e Kombis. O objetivo, era ocupar a área abandonada e terminar a obra, que está parada há anos. Ao contrário dos primeiros dias de invasão, em que davam entrevistas, os ocupantes do edifício se mostraram arredios nesta terça-feira. Eles ficaram revoltados com a falta d´água - dizem que o fornecimento foi cortado pela construtora - e fizeram ameaças: "Cortaram a água de ontem para hoje, por ordem dos seguranças. Aqui não tem criança, não tem leigo. Eles vão ver o que vai acontecer. Isso é covardia", disse um homem, sem se identificar. A construtora negou que a água tenha sido cortada. "É água de poço e acabou. Os funcionários estão bebendo água mineral, comprada por nós mesmos", disse um segurança. Os invasores dizem que há crianças com sede no prédio, apesar de nenhuma delas ter sido vista. Ao longo do dia, familiares e amigos passaram alimentos e garrafas d´água pelas grades do Abraham Lincoln, que continuam trancadas por cadeados. Apesar da presença da polícia, que está na porta do prédio para impedir a entrada, pelo menos quatro pessoas conseguiram pular a grade e entrar no condomínio. Motivos da invasãoUm dos ocupantes da torre deu uma nova versão para a motivação da invasão. Ele contou que o grupo foi chamado lá pelos próprios donos dos apartamentos, que esperam pela entrega das unidades há muito tempo, como forma de pressionar a construtora. Ele não quis dar nenhum detalhe sobre o esquema.A assessora financeira Augusta Shaban, uma das proprietárias, ficou indignada com a insinuação. "Ninguém poderia concordar com um absurdo desses. Eles estão ali porque querem morar na Barra da Tijuca."O Tribunal de Justiça informou que a ação pedindo reintegração de posse do prédio à construtora está desde a segunda-feira na 6ª Vara Cível da Barra, nas mãos do juiz Augusto Alves Moreira. Até o fim desta tarde, ele não havia tomado decisão sobre o caso.

Agencia Estado,

21 de setembro de 2004 | 17h57

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