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Invasores desocupam prédio na Barra

O edifício Abraham Lincoln, na Barra da Tijuca, invadido há cinco dias, foi desocupado nesta quarta-feira à tarde, por ordem judicial. Os invasores, que agora serão indiciados por invasão de propriedade, saíram pacificamente.O juiz Augusto Alves Moreira Júnior, da 6ª Vara Cível do Fórum da Barra, determinou reintegração de posse à Desenvolvimento Engenharia Ltda. Escoltados por 35 policiais militares, oficiais de Justiça chegaram ao Abraham Lincoln às 13h30. Somente nove pessoas estavam no prédio no momento. Enquanto os PMs subiam os andares por um lado, seis delas saíram por outro. Os PMs só encontraram três ocupantes. Um deles, Gonçalo Firmino, de 64 anos, se disse arrependido de ter ido para lá. "Se soubesse que acabaria assim, não teria vindo", disse. Ele mora em Realengo, na zona oeste, e paga cerca de R$ 100 de aluguel. Nos dias em que ficou no edifício, bebeu e comeu graças à ajuda dos demais e dos moradores da vizinhança, que forneceram água e até carregaram celulares para que eles tivessem como se comunicar.O delegado Marcos Henrique de Oliveira Alves, da Delegacia da Barra, disse que todos aqueles que foram identificados (a polícia fez um cadastramento) serão indiciados pela invasão. Ele não informou o número de pessoas. A pena para o crime, que pode ser julgado por um Juizado Especial Criminal, é de um a seis meses de prisão, além de multa.Segundo Alves, dois dos ocupantes já eram conhecidos da polícia. Wilson Soares Junior, de 28 anos, motorista de Kombi, teve anotação criminal em 1998 por formação de quadrilha, falsa identidade, fuga de preso e porte ilegal de arma.O universitário Carlos Rafael Fernandes, de 23 anos, se envolveu numa briga e foi qualificado como "autor de lesões corporais."O delegado disse também que Marcela Neves, de 23 anos, suposta líder do grupo, mora numa área invadida há dois anos no bairro da Taquara (na zona oeste) e não paga aluguel, como alega.Os invasores chegaram ao edifício na madrugada do último dia 18. Eles diziam ser cerca de 400 e afirmavam que havia entre eles idosos, gestantes e crianças. Hoje de manhã, antes da desocupação, contavam que havia menos de 100.Para o comandante do batalhão do Recreio, tenente-coronel Paulo Mouzinho, que vasculhou os 35 andares, o número máximo de ocupantes chegou a 150. Ele disse que manterá policiais em frente ao condomínio pelos próximos dias, por precaução.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2004 | 17h54

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