Investigação do caso Staheli faz um mês sem progressos

Um mês depois do assassinato do casal americano Zera Todd e Michelle Staheli, o chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Álvaro Lins, admitiu que as investigações sobre o crime voltaram à estaca zero. Ele fez a declaração um dia após a divulgação do resultado negativo dos exames de DNA com material do motorista da família Sebastião Luiz Moura e do vigilante do condomínio Jonatas Bazile de Almeida, que foi comparado a vestígios de pele encontrados sob as unhas de Michelle."Esse é o caso mais intrigante do ano. Não temos a motivação para a morte do casal, a arma usada no assassinato, nem suspeitos do crime", admitiu Lins. O chefe de polícia afirmou, no entanto, que o fato de as amostras cedidas por Moura não serem compatíveis com os restos de pele que estavam sob as unhas da americana não inocenta por completo o motorista. "Esse resultado mostra apenas que ele não seria a pessoa presente na cena do crime", disse.Lins informou ainda que a polícia espera o resultado de outras 27 amostras de material colhido na casa dos Staheli e no carro do motorista. Todas serão comparadas com vestígios de pele retirados de baixo das unhas de Michelle - há indícios de que ela tenha lutado com seu assassino. Análises feitas nesse material mostram que a pele pertencia a um homem e não era nem de Todd Stahelli nem do filho do casal.Zera Todd e Michelle tinham quatro filhos com idades entre 3 e 13 anos e moravam há três meses num condomínio de luxo da Barra da Tijuca. Ele era funcionário da Shell. Os dois foram encontrados agonizando, com cortes profundos na cabeça, pelo filho de 10 anos. A filha caçula, de três anos, dormia na cama do casal, entre as pernas dos pais. Na ocasião, a polícia informou que ninguém havia entrado ou saído da mansão. Zera morreu antes mesmo de ser socorrido. Michelle Staheli foi levada para um hospital, ficou quatro dias na Unidade de Tratamento Intensivo, mas não resistiu. Os corpos foram sepultados em Salt Lake City, nos Estados Unidos.

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