Investigação inclui corregedor da Câmara

Vereador mais antigo, Mutran é acusado de recebimentos ilegais

Eduardo Reina, Bruno Tavares e Diego Zanchetta, O Estadao de S.Paulo

07 de maio de 2009 | 00h00

Nem o corregedor da Câmara Municipal, vereador Wadih Mutran (PP), escapou da investigação do Ministério Público Eleitoral. Parlamentar mais antigo da Casa, Mutran está no quinto mandato. O vereador é investigado por ter recebido doações ilegais na campanha de 2008. As doações ilegais partiram, segundo o MPE, da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) e de empresas sócias de concessionárias do serviço público. O vereador não foi localizado ontem para comentar o caso, segundo sua assessoria. No comando da Corregedoria da Câmara desde 2005, o vereador nunca puniu ninguém em dez casos investigados. O mais recente escândalo, envolvendo o vereador Ushitaro Kamia (DEM), que também será incluído na representação do Ministério Público, deve demorar para ser analisado. O relator do processo que investiga porque Kamia não declarou à Justiça Eleitoral uma mansão de R$ 2 milhões, vereador Milton Leite (DEM), tirou licença médica ontem, justamente no dia em que teria de apresentar o relatório sobre o caso.A partir do dia 16 de abril, o relator tinha dez dias, com prorrogação por igual período, para concluir o trabalho. Mesmo em licença médica, Leite esteve presente ontem na inauguração de duas pontes do Complexo Anhanguera, na zona oeste. O político posou para fotos ao lado do prefeito Kassab e do governador José Serra (PSDB).Procurado ontem à noite, Leite alegou que está com problemas de varizes e passará por procedimento cirúrgico hoje, o que permitiu sua participação na inauguração. "Estou morrendo de dor nas pernas. Fui ao evento porque o procedimento médico é amanhã (hoje)", afirmou. Sobre o parecer, disse que o prazo final da entrega fica sustado, por causa da licença. A assessoria de Kamia disse que ele não se manifestaria sobre o caso.

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