Investigação sobre castrações e assassinatos será retomada

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República vai pedir que a Polícia Federal e a Polícia Civil dos Estados voltem a investigar o desaparecimento de mais 14 meninos de Altamira (PA), 20 no Maranhão e quatro no Paraná. Essas crianças teriam sido seqüestradas, torturadas, castradas e depois assassinadas. Seus órgãos genitais teriam sido usados pelos criminosos em rituais de magia negra. O chefe da ouvidoria da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Pedro Montenegro, disse que a suspeita por esses outros crimes recai sobre o mesmo grupo julgado no Pará.A decisão de reabrir as investigações foi tomada em Belém, após a decisão do Tribunal do Júri que condenou o comerciante Amailton Madeira Gomes a 57 anos de prisão em regime fechado e o ex-policial militar Carlos Alberto Santos Lima a 35, pelas mortes de cinco crianças e tentativa de assassinato contra outras duas que sobreviveram às emasculações.Os crimes teriam sido inspirados pela seita Lineamento Universal Superior (LUS), liderada pela suposta vidente Valentina de Andrade, que será julgada na próxima terça-feira juntamente com os médicos Césio Brandão e Anísio Ferreira, acusados de castrar os meninos. A condenação de Amailton Gomes e Carlos Alberto Lima agradou aos familiares das vítimas. "Esse resultado não traz nossos filhos de volta, mas pelo menos esses assassinos vão pagar pelo que fizeram", disse Rosa Pessoa, mãe de um garoto de nove anos, uma das vítimas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.