Investigação sobre incêndio de ônibus no Rio continua

Apesar de os trabalhos de investigação do incêndio ao ônibus 350 já terem sido encerrados pela inspetora Marina Magessi, o delegado Luiz Alberto Andrade, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), ainda não concluiu o inquérito que apura as circunstâncias do ataque, que deixou cinco pessoas mortas carbonizadas e 14 feridos, diferente do que foi noticiado esta manhã. O delegado afirmou que ainda tem prazo para trabalhar no relato do caso, mas não quis estimar quando deverá remeter o inquérito à Justiça. Ele pretende ter encontros com representantes do Ministério Público Estadual antes de finalizar o inquérito. A defesa do traficante Anderson Gonçalves dos Santos, o Lorde, que confessou ter ordenado uma manifestação pela morte de um comparsa pela polícia, quer que ele não seja responsabilizado diretamente pelas mortes. Mas o delegado afirmou que, mesmo sustentando que não deu ordem explícita para a morte dos passageiros, o traficante responderá por quíntuplo homicídio, 14 tentativas de homicídio, além dos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas e formação de quadrilha. "A conseqüência do que ele mandou fazer ele também tem de assumir", disse Andrade.

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