Investigação sobre propinas agora mira só a empresa

Embora Oskar Holenweger tenha sido inocentado, o processo não terminou. O Ministério Público suíço revelou ao Estado que parte de sua investigação acaba de ser repassada a um segundo processo, desta vez diretamente contra a Alstom, que sempre negou a irregularidade.

, O Estado de S.Paulo

26 Abril 2011 | 00h00

Uma das revelações do processo que a partir de agora vão ser aproveitadas é o depoimento de um colaborador do esquema, Michel Cabane, à Justiça francesa. Ele confirma que "a Alstom e a Cegelec (sua subsidiária) estavam trabalhando juntas para organizar uma cadeia de pagamentos para tomadores de decisão no Brasil".

Outro indício seria um documento interno da Alstom enviado por Andre Botto, então diretor da Cegelec. Datado de 21 de outubro de 1997, o comunicado diz que o dinheiro enviado ao Brasil era de fato destinado a propinas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.