Investigação tenta ligar assassinatos

Corregedoria e DHPP cruzam morte de coronel com chacinas na zona norte

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

13 de fevereiro de 2008 | 00h00

A Corregedoria da PM e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) tentam ligar a morte do coronel José Hermínio Rodrigues a chacinas ocorridas na zona norte de São Paulo. Na semana passada, um exame de balística provou que as cápsulas de calibre 380 encontradas ao lado de Hermínio foram disparadas pela mesma pistola usada na morte de seis pessoas em 29 de junho de 2007. Além desse caso, três são prioridade para os policiais.A primeira delas ocorreu em 31 de janeiro, no bairro do Limão e deixou três mortos: os assassinos estavam em uma moto. Um dia depois, seis pessoas foram assassinadas no Jardim Elisa Maria e uma ficou ferida. Os matadores estavam dentro de um Palio preto. O pivô dessa matança seria um homem que morava no bairro e conheceria policiais da Força Tática do 18º Batalhão. Ele teria chamado esses homens para matar "uns moleques que estavam roubando no bairro".Por fim, há a morte de três rapazes ocorrida em Parada de Taipas, no qual a suspeita recai sobre policiais da Força Tática que teriam usado uma motocicleta e um carro. Nesse caso, há duas testemunhas que disseram que não viram nada na hora dos disparos.A idéia dos investigadores é conseguir relacionar por meio de laudos esses crimes, o que permitiria provar que um mesmo grupo estaria por trás das matanças e do assassinato do coronel Hermínio. Três policiais do 18º Batalhão tiveram a prisão decretada depois da morte do coronel por causa de outros crimes: a morte da mãe do traficante J.V.S., que disse ter-se recusado a pagar propina aos policiais, e a tentativa de homicídio contra o traficante.Por enquanto, os três policiais negaram participação no crimes - quase um mês depois do crime, ninguém foi indiciado no inquérito. Dono de um moto igual à usada pelo assassino do coronel, o soldado Pascoal dos Santos Lima é um dos suspeitos. Investigado pela Corregedoria da PM em 2007, ele dizia aos colegas que era "preciso sentar o aço" nos desafetos.Além dele, foram presos os sargentos Ricardo da Rocha Benetti e Helber Antônio de Freitas. Benetti foi reconhecido por J.V.S.. Com o sargento Helber, os investigadores acharam três cheques roubados e dois de pessoas procuradas pela Justiça. Ele foi acusado de receptar os cheques.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.