Investigador de polícia é assassinado em assalto

Enquanto conversava com uma amiga, sábado à noite, no auto Monza preto de placa BIB-8837, em frente ao número 43 da Rua Cálamo Aromático, na Vila Progresso, na Zona Leste, o policial civil José Paulino Peixoto Gandra, de 34 anos, foi surpreendido por dois marginais que pretendiam roubar seu veículo. Apanhando a pistola que estava em seu colo, o policial tentou reagir, mas um marginal foi mais rápido e o atingiu com um tiro no peito. Os assaltantes fugiram sem nada roubar. Paulino, que era lotado na chefia dos investigadores do 59º DP - Jardim dos Ipês, morreu no PAM Atualpa Girão Rabelo, onde foi socorrido por populares.Segundo Rosana Conceição da Silva, a amiga do policial, apenas um dos assaltantes estava armado. Ele é moreno claro, de cabelos carapinhas, 1m70 de altura, magro, aparentando 23 anos e tem uma tatuagem no braço esquerdo. Estava usando calça jeans e camisa azul. O outro estava usando calça e camisa brancas.Ao fugir, o criminoso que estava armado ameaçou Márcio Antonio de Oliveira, que dirigia um auto Gol branco, nas proximidades. Sentou-se a seu lado, obrigando-o a dirigir rapidamente. Na Estrada D. João Nery, Márcio entrou em luta com o marginal e conseguiu jogá-lo para fora de seu veículo. O marginal prosseguiu a fuga a pé. Temento que ele disparasse, o motorista acelerou o carro e não chegou a ver que rumo o ladrão tomou.Indultado é executado com 18 tiros ao sair do DPNuma das diligências para tentar encontrar os assassinos do investigador José Paulino Peixoto Gandra, de 34 anos, assassinado numa tentativa de assalto, na Vila Progresso, sábado à noite, PMs apreenderam Airton Batista Costa, de 41 anos, conhecido por "Feio". Cumprindo pena por tráfico e homicídios, no presídio de Franco da Rocha ele foi beneficiado por indulto de Páscoa. Foi levado ao 50º DP - Itaim Paulista para averiguação e, ao sair, às 22h30, foi executado com 18 tiros.Ao ser detido, "Feio" estava tranqüilo por estar com a documentação em ordem e por não ter nenhum envolvimento na morte do policial. Morador na Estrada D. João Nery, 1.210, ele saiu da delegacia, à Rua Tibúrcio de Souza, 869, e seguiu em direção da própria residência. Ainda estava naquela rua, em frente ao número 1085, cerca de 10 metros do PAM Atualpa Girão Rabelo, quando foi cercado e executado. Uma viatura da Polícia Civil o socorreu àquele hospital, onde ele morreu pouco depois.No local foram encontradas cápsulas de calibres 45 e 9mm. A Polícia ainda não tem suspeitos dessa execução. "Feio" tinha vários desafetos tanto pela disputa de pontos de venda de drogas quanto pelos homicídios que praticou. Também não está afastada a hipótese de que ele tenha sido assassinado por algum grupo de justiceiros. Volta e meia, grupos desse tipo - integrados por populares e até por policiais civis ou militares - surgem na região matam vários criminosos e suspeitos e depois desaparecem.

Agencia Estado,

20 de abril de 2003 | 08h19

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