Investigador nega quinta pessoa em tiroteio no flat

O agente policial Reginaldo Guatura Nardes negou nesta terça-feira, ao depor pela quarta vez, que houvesse uma quinta pessoa com ele no 10º andar do flat em Barueri, na Grande São Paulo, quando ocorreu o tiroteio com o seqüestrador de Patrícia Abravanel, Fernando Dutra Pinto, de 22 anos. No local, só estariam os dois policiais mortos, o criminoso e ele, segundo sua versão. A presença de uma possível quinta pessoa foi apontada pelo laudo de tipagem sanguínea realizado no Instituto de Criminalística (IC).O agente estava acompanhado por seu advogado, embora tenha sido ouvido como testemunha no inquérito do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura as mortes no flat na tentativa frustrada de prender o mentor do seqüestro de Patrícia e do pai dela, o apresentador de televisão Silvio Santos."Não existe uma quinta pessoa. Se existisse, seria meu álibi, pois teria uma pessoa a mais para falar o que ocorreu", disse o investigador. Ele manteve a versão anterior e negou as afirmações do seqüestrador, de que havia mais gente no flat. Disse ainda que foi Fernando quem matou os policiais.Laudo do IC mostrou que de uma pistola apreendida com o criminoso saíram os projéteis achados nos corpos dos investigadores Marcos Bezerra e Paulo Tamaki. Nardes não soube dizer como o IC achou sangue tipo B positivo no flat, se ele, os policiais mortos e o seqüestrador têm sangue de tipos diferentes.

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