Investigadores suspeitos da morte de mulheres

Dois investigadores de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, foram presos ontem à noite, sob acusação de participarem da série de mortes de mulheres naquela região. Desde agosto de 1999, foram encontrados 17 cadáveres e, nos últimos dias, mais duas moças desapareceram. A prisão dos policiais foi pedida pela delegada de Ordem Social de Curitiba, Vanessa Alice, designada especialmente para cuidar do caso das mortes de mulheres.A delegada não foi encontrada hoje. Na delegacia, a informação era de que ela tinha ficado "uns dois minutos" pela manhã, e depois saíra. O escrivão Alexsander Perin Pimenta e o assistente de segurança Luiz Antônio Alves da Silva, que é funcionário municipal de Almirante Tamandaré, cedido para a polícia, cumprem prisão temporária na Delegacia de Furtos e Roubos, em Curitiba. O delegado de Almirante Tamandaré, Rogério Haisi, disse ter sido pego de surpresa com a decretação da prisão de seus funcionários. "Se soubesse de qualquer atividade criminosa deles, já teria tomado providências", afirmou. "Mas se for provado alguma coisa, eles têm que pagar." Também sob suspeita de participação na morte das mulheres, quatro policiais militares estão afastados do serviço. A delegada Vanessa Alice trabalha com a hipótese de as mortes terem ligação com o crime organizado e já pediu prisão temporária de outras pessoas. A Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná designou dois promotores para ajudar nas investigações. A polícia considera resolvidas duas das 17 mortes. Luciano Reis dos Santos já foi condenado pela morte de Terezinha Elizabete Kepp, enquanto que Wilson Prantl de Souza e Genivaldo Aparecido Strambek foram denunciados pelo Ministério Público pela morte de Vanessa Ekert dos Santos. O delegado Rogério Haisi investiga o desaparecimento da doméstica Susana Mora Gazani, de 22 anos, que não é vista desde sábado, quando saiu de moto para fazer uma cobrança na casa de uma ex-patroa. A moto não foi encontrada. Também desapareceu no mesmo dia a estudante Simone da Silva, 17 anos. A família registrou queixa somente ontem.

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