Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Investimentos privados são decisivos para mobilidade urbana

Madri, Tóquio e até mesmo São Paulo foram usados como modelos para parcerias entre setor público e entidades privadas

Gustavo Zucchi - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2017 | 05h00

O consenso entre os participantes do segundo painel do Fórum Estadão sobre mobilidade urbana foi que, para promover as mudanças necessárias e inevitáveis por causa do avanço da tecnologia, será necessário mais do que a vontade do poder público. As parcerias com o setor privado são cruciais. Tóquio, no Japão, onde o metrô foi privatizado em 1985, e Madri, na Espanha, onde há um consórcio operando os transportes municipais, foram lembrados como PPPs de sucesso.

O diretor global de Transportes do Banco Mundial, Franz Drees-Gross, também incluiu São Paulo nesta lista, com a privatização de rodovias paulistas e com a Linha-4 do Metrô. “É preciso agora utilizar modelo semelhante para ampliar o transporte público de passageiros”, acrescentou. O desafio, segundo ele, é atrair empresas para que invistam neste setor. Números do Banco Mundial revelam que o nível de investimento privado no transporte é o menor dos últimos dez anos e somente 9%do total vai para o transporte público. 

O secretário municipal de Mobilidade Sergio Avelleda destacou o MobiLab, projeto iniciado na gestão Fernando Haddad e mantido na administração Doria. O primeiro fruto foi anunciado no próprio Fórum: a startup Scipopolis desenvolveu um sistema que permitirá à prefeitura coletar dados e avaliações de usuários das linhas de ônibus da cidade vindas de aplicativos parceiros. Com isso, será mais fácil identificar defeitos. 

 

“Abrimos os dados de georreferenciamento para quem quiser desenvolver um produto. Assim temos 40 aplicativos usando informações da prefeitura de maneira gratuita para informar os usuários”, explicou. 


Já Carolina Tohá, ex-prefeita de Santiago, compartilhou sua experiência com o Plano Centro, que liberou mais espaço nas ruas para os pedestres e o transporte público. “É preciso mudar a sociedade e para isso, é preciso de sócios”, disse.

Gu Tao, vice-presidente da Didi Chuxing, comparou China com o Brasil e falou sobre uma van de sete lugares que percorre pequenas distâncias por um preço mais baixo do que a tarifa local. “É solução barata para o último trecho”, disse. 

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