Iphan quer uma polícia especializada em patrimônio

O tráfico de bens culturais já é o quarto crime com maior incidência no País, segundo José Nascimento Júnior, diretor do Departamento de Museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Pela ordem, vêm o tráfico de drogas; de armas; o tráfico de animais silvestres e espécimes da flora e, então, o de bens culturais. O Iphan informou que, depois do roubo ao Museu do Ipiranga, em São Paulo, enviou carta a todos os governadores, pedindo que criassem uma delegacia especializada na repressão de crimes contra o patrimônio e os bens culturais. Segundo ele, quando o diretor do Museu do Prado, na Espanha, resolve voltar à instituição fora do horário normal, é acionada a polícia para acompanhá-lo. "Isso nos coloca na seguinte situação: precisamos de um pacto entre toda a sociedade. A segurança de um museu não é só um problema do museu, mas também das polícias municipais e estaduais", considerou Nascimento. Ele enfrentou, no cargo, um dos mais estrepitosos casos de roubos a museus no País, o da Chácara do Céu, no ano passado. "O Iphan contabiliza 926 obras desaparecidas por conta dessas quadrilhas", afirmou. "Isso levou a deputada Alice Portugal (PC do B/BA) a pedir a abertura de uma CPI para investigar as fragilidades do sistema todo. As instituições precisam criar condições mais rígidas de segurança e precisamos chamar a atenção de todo mundo para a responsabilidade sobre esses acervos."

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