Andre Dusek/AE
Andre Dusek/AE

Irmã de Aécio vê ação para desgastá-lo

Único ''equívoco'' do senador foi não ter visto a data de validade da carteira, diz Andrea Neves

Marcelo Portela, O Estado de S.Paulo

20 Abril 2011 | 00h00

BELO HORIZONTE

A presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) de Minas Gerais, jornalista Andrea Neves, afirmou ontem que seu irmão, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), está sendo vítima de uma "ação orquestrada" para desgastá-lo. Andrea se referia às críticas de que Aécio tem sido alvo por ter sido flagrado com a carteira de habilitação vencida e se recusado a fazer teste do bafômetro em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro.

Andrea disse, porém, não acreditar que a imagem do irmão tenha sido prejudicada pelo episódio e considera que o caso já foi "devidamente esclarecido". Procurado pelo Estado, Aécio não quis fazer nenhum comentário sobre o episódio.

Principal responsável pela imagem de Aécio durante seus dois mandatos à frente do governo de Minas, Andrea considera que ele cometeu um apenas um "equívoco". "Um equívoco infelizmente cometido por muitas pessoas de bem, que é não prestar atenção na data de vencimento do documento de habilitação", argumentou.

Ela também elogiou o comportamento do senador Lindberg Farias (PT-RJ), que usou o Twitter para advertir correligionários pela exploração política do fato. Por meio do microblog, o petista classificou de "baixaria" os milhares de comentários postados e pediu que os correligionários "façam criticas políticas".

"Eu prefiro nesse momento ficar com o senador Lindberg", disse a irmã de Aécio. Mas se esquivou ao ser indagada se acreditava que a oposição ao tucano estava se aproveitando do "equívoco". Após o episódio, internautas também usaram o Twitter para divulgar mensagens em nome de Aécio, mas a assessoria do senador informou ontem que ele não tem conta em nenhuma rede social virtual.

Sociedade. Andrea Neves é a administradora da Rádio Arco-Íris Ltda., que consta como proprietária do veículo Land Rover - comprada ano passado por R$ 340 mil - que Aécio dirigia quando foi parado na blitz na madrugada de domingo. Em 28 de dezembro do ano passado, pouco mais de dois meses depois de ser eleito senador, o próprio Aécio entrou na sociedade da rádio.

Cópia do contrato social da empresa obtida pelo Estado mostra que o tucano participa com R$ 88 mil no capital total de R$ 200 mil da rádio. A irmã do senador tem cota de R$ 102 mil e sua mãe, Inês Maria Neves Faria, tem participação de R$ 10 mil. A rádio, que tem sede no bairro Luxemburgo, na região centro-sul de Belo Horizonte, iniciou as atividades em 15 de abril de 1986 e hoje tem uma franquia da Jovem Pan FM na capital mineira. Ano passado, faturou R$ 5 milhões.

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