Irmã de Chico é nova titular da Cultura; Padilha leva Saúde

Presidente eleita indica mais sete nomes para compor o seu ministério: Orlando Silva (PC do B) fica e PP terá Cidades

Andrea Jubé Vianna/ BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2010 | 00h00

A presidente eleita, Dilma Rousseff, anunciou ontem os nomes de mais sete ministros que integrarão sua equipe de governo. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi confirmado no Ministério da Saúde.

Trata-se de uma solução política e caseira, diante da impossibilidade de indicar um técnico de peso da área médica para a pasta, como era o desejo de Dilma. Com isso, o PT retorna ao comando da Saúde, ministério que nos últimos anos foi administrado pelo PMDB.

A produtora cultural Ana de Hollanda, irmã do compositor Chico Buarque, será a nova ministra da Cultura.

Esporte. Por pressão do PC do B, Dilma manteve o atual ministro Orlando Silva no Ministério dos Esportes. E o PP garantiu a indicação do deputado Mário Negromonte (BA) para o Ministério das Cidades. Além do aval da bancada federal do PP, Negromonte ainda tem o apoio de um conterrâneo petista, o governador da Bahia, Jaques Wagner.

O PC do B travou uma queda de braço com a própria Dilma, que desejava nomear uma mulher para o Ministério dos Esportes. O nome da ex-prefeita de Olinda Luciana Santos (PCdoB) foi cogitado, mas a Executiva nacional do partido apelou à petista pela manutenção de Orlando Silva. O argumento é de que ele adquiriu experiência à frente do cargo para comandar os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Além de Ana de Hollanda, Dilma pôs mais duas mulheres na Esplanada: a economista e assessora da Casa Civil, Tereza Campello, no Ministério do Desenvolvimento Social - responsável pela gestão do programa Bolsa-Família -, e a socióloga Luiza Helena de Bairros na Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial.

A petista também manteve o advogado Luis Inácio Adams no cargo de Advogado-Geral da União.

Impasse. Um dos impasses na formação do ministério envolve a escolha do sucessor de Padilha na pasta das Relações Institucionais. No momento, o nome mais forte para sucedê-lo é o do ex-líder do PT, deputado Luiz Sérgio (RJ).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.