Irmã de líder dos seqüestradores chega a São Paulo

Cecilia, irmã de Mauricio Hernández Norambuena, e Mari Carmen, irmã de Alfredo Canales, dois dos seqüestradores do publicitário Washington Olivetto, desembarcaram nesta quarta-feira, às 14 horas, no Aeroporto de Guarulhos. Vieram acompanhadas do advogado chileno Alberto Espinoza e por Dolores Lopez, representante da Organização de Defesa Popular (Odep), uma entidade de direitos humanos do país.De lá, os quatro seguiram para o Consulado do Chile, na Avenida Paulista, zona sul de São Paulo, onde se reuniram com o embaixador, Carlos Eduardo Mena. "Eles me solicitaram informações sobre os direitos de visita aos presos, da possibilidade de eles serem examinados por um médico e quais os requisitos alegados para a detenção e para o fato de estarem incomunicáveis", explicou o embaixador.Mena disse ter entregue ao advogado um documento relatando a seqüência das medidas tomadas desde a prisão dos seqüestradores, em Serra Negra, no interior de São Paulo, e com dados sobre as normas para pedir autorização para visitas. Afirmou ainda que não deve visitar os presos e reafirmou que a embaixada não contratará advogado por se tratar de caso privado. Por fim, revelou que a irmã de Norambuena deve tentar visitá-lo na sexta-feira em Taubaté, no Vale do Paraíba.Ao chegar, Cecilia disse que queria encontrar o irmão, a quem considera um revolucionário, checar suas condições de saúde e ver a possibilidade de contratar um advogado no Brasil. Evitando falar em extradição, revelou que deve ficar no Brasil até segunda-feira e que a família recebeu a notícia da prisão de Norambuena com muita preocupação.Já Dolores ressaltou o temor pela integridade dos chilenos detidos. "O Brasil foi condenado pela Anistia Internacional por violação de direitos." Depois do encontro com o embaixador chileno, os parentes dos presos saíram sem dar declarações.

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