Irmã diz que Pimenta estava "confuso" na época do crime

A irmã do jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, Isabel Pimenta Rodrigues, disse nesta quinta-feira, 4, em depoimento no julgamento do irmão, que ele estava à base de remédios semanas antes do assassinato de Sandra Gomide. Isabel contou que recebeu um telefonema de Pimenta à noite, em que ele estava chorando e confuso, falando ao mesmo tempo da filha doente nos Estados Unidos e de Sandra. "Ele disse que os remédios receitados pelo médico do jornal (Estado) estavam fazendo mal." Os medicamentos eram anti-depressivos, segundo ela. Na véspera do crime, ela recebeu uma ligação de Sandra contando que Pimenta Neves não estava bem e tinha surtos. "No mesmo dia pensei em fazer alguma coisa para ajudá-lo, mas não houve tempo." Durante a separação, a irmã ligou para Sandra, na tentativa de reatar o namoro. "Eu disse a ela que tivesse paciência e esperasse, pois tudo ia se resolver, mas ela respondeu: esperar o quê, ele tem 63 anos e com 70 eu o coloco num asilo." Por ser irmã do réu, Isabel foi ouvida sem prestar o compromisso de falar só a verdade. Também depôs nesta quinta-feira a jornalista Maria Luísa Gonzáles contou que Sandra foi demitida por ter deixado de publicar matéria que acabou saindo num jornal concorrente. Dias antes do crime, ela ofereceu a Sandra um emprego numa assessoria de imprensa, no Rio de Janeiro, mas ela não aceitou. "Falamos que ela ia ter problemas para arrumar outro emprego pois todo mundo sabia que, por causa do furo, a imagem dela estava ruim."

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