Irmão de apostador diz que não dividirá prêmio com empregado

Em entrevista nesta terça-feira, empresário diz que família perdeu sossego após confusão na Mega Sena

Miguel Portela, do Estadão,

11 Setembro 2007 | 19h42

A polêmica sobre o vencedor do segundo maior prêmio da história da Mega Sena chegou a Toledo, distante 540 quilômetros de Curitiba. Na cidade, mora o empresário Hélio da Igreja, 58 anos, irmão mais velho do também empresário de Joaçaba (SC), Altamir José da Igreja, 52 anos, um dos vencedores da Mega Sena. Em entrevista na tarde desta terça-feira, 11, ele diz que a família perdeu o sossego com a história.   O prêmio de R$ 55,7 milhões foi dividido com apostadores de Rondônia, que acertaram num bolão. Altamir levou os outros R$ 27,7 milhões. O empregado Flávio Júnior Biass, 21 anos, entrou na Justiça e conseguiu, na semana passada, bloquear o dinheiro. Hélio informa que o irmão não dará nenhum centavo a Biass. "Vamos provar na Justiça que estamos falando a verdade", diz o empresário de Toledo.   Segundo ele, o advogado Fernando Dias, contratado pela família para cuidar do caso, deve ingressar nos próximos dias com um pedido na Justiça de Joaçaba para desbloquear o dinheiro. "A família não tem mais tranqüilidade e a situação como ficou exposta não condiz com a realidade", afirma o empresário, que mora há 14 anos em Toledo e atua no setor de vendas de máquinas industriais. Ele está auxiliando juridicamente o irmão a recolher os documentos para provar na Justiça que o bilhete vitorioso foi feito por Altamir, acusado por um funcionário de sua marcenaria de ter se apropriado do cartão vencedor.   Segundo Hélio, as dezenas sorteadas (03,04, 08, 30, 45 e 54) são combinações das datas de nascimento do irmão, 30/09/54 e da filha, 03/04/88. "O meu irmão fez a aposta sem a associação com o empregado", garante. O empresário conta ainda que Altamir foi à lotérica pagar uma conta e aproveitou para fazer a aposta. Ele diz que o irmão saiu de Joaçaba por questão de segurança.   "Ele (Altamir) está num lugar desconhecido por proteção. Houve uma grande divulgação sobre o fato. O risco que corre é maior pelo dinheiro envolvido. Isso mexe com toda a família. A gente não consegue ter mais sossego". Hélio diz que o irmão tomou a decisão porque estaria sofrendo ameaças da família do empregado, que também diz estar sendo ameaçado pelos Igreja.

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