Irmão de Daniel depõe e delegado recebe laudos

O depoimento do engenheiro Bruno José Daniel Filho, irmão mais novo e mais próximo do prefeito assassinado de Santo André (SP), Celso Daniel (PT), encerrou hoje a série de depoimentos de familiares e amigos do prefeito morto no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo. Bruno foi questionado sobre supostas ameaças que seu irmão teria recebido antes do homicídio, mas disse que nunca ouviu Celso Daniel se referir à elas.Bruno não revelou o teor de seu depoimento, que durou pouco mais de uma hora, mas o deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT), que o acompanhou, disse na saída que ele "acrescentou poucas informações" às principais linhas de investigação.Greenhalgh, como a maior parte dos setores da polícia envolvidos nas investigações e a cúpula do PT, está cada vez mais convencido de que o assassinato de Daniel foi um crime comum. "A tese de que a quadrilha da Favela do Pantanal tenha sido autora material do crime se reforça a cada momento", avaliou o deputado. "O que precisamos é saber sua real motivação."No final da tarde, o delegado Armando Oliveira Costa Filho, que comanda as investigações do caso, reuniu-se com peritos do Instituto de Criminalística (IC) para discutir os resultados dos 15 laudos técnicos entregues hoje a ele. Os resultados deste laudos só serão divulgados pelo delegado na próxima semana, informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública.Entre os quinze exames realizados a pedido de Costa Filho, há análises das vestes e da terra encontrada nos sapatos de Daniel, da tinta do carro que supostamente teria sido utilizado no seqüestro e da balística dos projéteis encontrados no corpo da vítima.O engenheiro elétrico Ricardo Salada, perito da Polícia Técnica que atua junto ao DHPP, afirmou que os resultados mais importantes são o do exame da terra dos sapatos e o da tinta, encontrada perto do suposto cativeiro de Daniel, na Favela Pantanal, em São Paulo.Na semana passada, Greenhalgh já adiantara que teriam sido detectadas compatibilidades entre a terra do cativeiro e a encontrada nos sapatos de Daniel, e também entre a tinta do carro e a encontrada na Pajero onde o prefeito estava, abalroada várias vezes durante o seqüestro.

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