Polícia Civil do Rio Grande do Norte/Divulgação
Polícia Civil do Rio Grande do Norte/Divulgação

Irmão de detento de Alcaçuz incendeia ônibus e é preso pela polícia

De acordo com a polícia, suspeito e dois outros homens encapuzados renderam vigilante da garagem de prefeitura e atearam fogo em veículo

Marco Antônio Carvalho, Enviado especial

20 Janeiro 2017 | 14h47

NATAL - A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira, 20, Maciel Cavalcante da Silva, suspeito de atear fogo, na tarde desta quinta-feira, 19, em veículos na garagem da prefeitura de São Paulo do Potengi, cidade a 80 quilômetros de Natal.

Irmão de um detento da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana da capital, Silva teria agido a mando do familiar, mas acabou queimando as pernas e parte do tronco, o que o levou a ser identificado pela polícia.

De acordo com os investigadores, ele e outros dois homens encapuzados e armados renderam o vigilante da garagem e conseguiram entrar no órgão público portando garrafas de gasolina. O grupo, ainda segundo a polícia, pretendia queimar todos os veículos do local, mas acabaram atingindo somente um ônibus escolar. Eles fugiram assim que o reforço policial foi acionado.

A Polícia Civil potiguar informou que recebeu informações sobre um homem que estava com o corpo bastante queimado e estava escondido na casa de um familiar. Os agentes foram até o local e encontraram o jovem, prendendo-o em flagrante. À polícia, ele disse que um acidente com uma panela de pressão havia o deixado com as queimaduras.

Testemunhas o reconheceram na delegacia. Ele deverá ser autuado por incêndio e associação criminosa.

Uma série de ataques foi desencadeada desde a quarta-feira passada no Estado. A polícia suspeita que a ordem tenha partido de dentro de Alcaçuz de presos ligados à facção Sindicato do Crime do RN. Os atos seriam uma retaliação à transferência de 220 detentos da cadeia. No terceiro dia seguido de crimes praticados pela facção nas ruas, os ônibus do transporte público municipal suspenderam a atividade, prejudicando cerca de 400 mil que dependem do serviço.

Atenção: a imagem a seguir é forte.

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