Irmão de jovem acusado de matar inglesa confirma ameaças

Em testemunho, irmão de Mohammed mostrou cicatrizes e disse que acusado tinha comportamento 'compulsivo'

Central de Notícias,

14 de maio de 2009 | 15h21

O irmão mais velho de Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos, acusado de matar e esquartejar a inglesa Cara Marie Burke, em julho de 2008, confirmou nesta quinta-feira, 14, em depoimento no Tribunal do Júri de Goiânia, que o réu tentou matá-lo na adolescência. Ele mostrou, em plenário, cicatrizes de ferimentos na perna e no estômago resultantes de facadas dadas por seu irmão.

 

Veja também:

linkNamorada descreve Mohammed como 'calmo' e 'estranho'

linkJurados de caso de morte de inglesa já foram escolhidos

linkAcusado de matar inglesa é julgado em Goiânia

 

No depoimento, o estudante universitário Bruce Lee disse ainda que sempre teve medo do irmão, pois ele tinha um comportamento compulsivo e não sabia como dominar suas emoções. Confirmou, por diversas vezes, o que a tia havia dito, com informações de que ele sofre com a ausência do pai e que sempre teve problemas na escola. "Ele sofreu muito com a ausência do meu pai, nunca aceitou isso e sempre cobrou isso de minha mãe".

 

Bruce afirmou que o pai dos dois foi assassinado e esquartejado. "Eu soube que lhe deram facadas, pauladas e esquartejaram o corpo, mas nunca acharam os assassinos", comentou.

 

De acordo com Bruce, o irmão jogava pedras nos carros quando era pequeno. "Acho que ele fazia isso porque sabia que nosso pai, policial militar, nunca mais voltaria".

 

O estudante disse ainda que percebeu que Mohammed usava drogas quando chegou de uma viagem aos Estados Unidos e constatou que o irmão havia vendido sua televisão. Ele disse que, na época, contou o fato para a mãe, mas ela não acreditou.

 

Depois disso, Mohammed teria vendido uma motocicleta e teria comprado um revólver para matar o irmão, por vingança. O estudante garantiu que o irmão chegou a desmontar um carro na garagem da casa da família. "Acho que tudo isso se deve à ausência dos nossos pais. Na maior parte das vezes, ficávamos sozinhos".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.