Irmão de ministro pode ser sócio oculto de escritório

A Polícia Federal investiga a possibilidade de o advogado Virgílio Medina ser sócio oculto do escritório de advocacia Gueiros, Pitta Lima e Ferreira, em Brasília. Eles teriam se beneficiado de decisões judiciais do ministro do Superior Tribunal de Justiça Paulo Medina, irmão de Virgílio. A informação, publicada pela revista Veja, foi confirmada ao Estado por integrantes da Operação Hurricane, que apura a venda de sentenças judiciais que beneficiariam donos de máquinas caça-níqueis. "O que está sendo apurado é se a relação do advogado (Virgílio) com o escritório é uma sociedade oculta, de participação nos lucros ou outro tipo de conluio", afirmou um membro da força-tarefa. A revista ainda informa que, em recente divisão de dinheiro recebido por decisões favoráveis ao esquema, o escritório teria ficado com R$ 2 milhões e Virgílio, com R$ 1 milhão. O advogado é acusado de intermediar a negociação de uma decisão do irmão por R$ 1 milhão. O advogado de Virgílio, Renato Tonini, disse desconhecer a suposta ligação de seu cliente com o escritório de advocacia e que, por isso, não poderia se manifestar sobre o assunto. A reportagem não conseguiu entrar em contato na noite de ontem com o escritório Gueiros, Pitta Lima e Ferreira ou seus representantes.

Agencia Estado,

28 Abril 2007 | 19h08

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