Irmão e filha de vencedor da Mega-Sena depõem no júri

René Senna foi assasinado após ganhar prêmio de R$ 51,8 milhões; ex-seguranças estão no banco dos réus

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

07 Julho 2009 | 09h24

O julgamento dos dois ex-seguranças do milionário René Senna, assassinado em janeiro de 2007, entrou em seu segundo dia nesta terça-feira, 7, no Fórum de Rio Bonito, no Rio, quando serão ouvidas as testemunhas de defesa dos dois réus.

 

Segundo o Tribunal de Justiça, irão depor cinco testemunhas para cada réu. Entre as de defesa de Anderson Silva de Souza estão Miguel Senna, irmão da vítima, e Renata Almeida Senna, filha de René. O ex-PM Anderson Silva de Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira são acusados de serem os autores dos disparos que mataram René.

 

Na segunda-feira, 6, foram ouvidas três testemunhas e, por volta das 19h30, o julgamento foi suspenso para retornar em seguida com o depoimento da quarta testemunha, Sergio Luiz Alves da Silva. 

 

O crime

 

René foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, Rio Bonito. Ele foi o ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005.

 

O Ministério Público afirma que o crime foi encomendado pela viúva do milionário, Adriana Ferreira Almeida, e envolveria mais três pessoas além de Anderson e Ednei: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira e a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson, que ainda não têm data prevista para serem julgados.

 

Os promotores afirmam que, após o crime, Anderson e Ednei pegaram uma pochete da vítima que continha uma arma e dinheiro. Também segundo a denúncia, interceptações telefônicas revelaram um encontro pessoal de Adriana com Anderson e Janaína em 6 de janeiro, horas antes do assassinato, desementindo a versão de Adriana de que não teria se reunido com o casal.

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